Treinamento para Plano de Contingência para Influenza Aviária é realizado em Canoas
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O Plano de Contingência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle é um documento elaborado pelo Ministério da Agricultura, que prevê ações em eventuais focos das doenças. O plano do Mapa é amplo e prevê as ações do Serviço Veterinário Oficial, por isso, cada granja precisa ter seu próprio plano de contingência atualizado. A ideia é indicar medidas que vão desde a detecção do vírus até a erradicação completa da doença.
Nesta semana, técnicos de empresas integradoras do setor avícola, do Serviço Veterinário Oficial e responsáveis técnicos de granjas participaram de um treinamento no Hotel Intercity em Canoas. O evento, de dois dias, foi promovido pela Associação Gaúcha de Avicultura e pelo Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul, o Fundesa. O objetivo da capacitação foi mostrar aos profissionais todos os aspectos relacionados ao plano de contingência e orientar sobre sua elaboração.
Para o especialista Bruno Pessamilio, que ministrou o curso, os técnicos vêm sendo treinados há muitos anos para prevenção. “Depois de aprender e implementar medidas de biosseguridade nas granjas, é o momento de treinar a reação, que precisa ser rápida e efetiva.” Segundo ele, toda a empresa precisa estar preparada para um caso de foco, não somente a área técnica, já que isso envolve as áreas administrativa, logística, financeira e até de recursos humanos.
O presidente da Associação Gaúcha de Avicultura, José Eduardo dos Santos, apresentou dados de impacto de um único caso de Newcastle para a avicultura gaúcha. Segundo ele, a receita com exportações de carne de frango caiu quase 13% em 2024 em relação ao ano anterior, justamente pela suspensão de alguns mercados ao produto gaúcho. “Precisamos ficar atentos, pois um único caso provocou esse impacto importante para o setor.”
De olho nas granjas de postura
Ainda que o foco do treinamento tenha sido a reação, biosseguridade e prevenção também foram abordadas na palestra da coordenadora do Programa Nacional de Sanidade Avícola da Secretaria da Agricultura, Ananda Kowalski. Segundo ela, desde 2022, a Seapi intensificou as fiscalizações em granjas avícolas.
Na próxima semana, a Secretaria dará início a uma força-tarefa de revisão de biosseguridade em granjas de postura comercial no RS. O objetivo, conforme Ananda, é identificar eventuais vulnerabilidades em estabelecimentos de ciclo longo para que sejam providenciadas as devidas adequações. “Queremos orientar os produtores quanto à necessidade de reforço das práticas de biosseguridade com especial atenção às condições de isolamento dos galpões contra a entrada de aves de vida livre, controle de ingresso de pessoas e veículos, desinfecção de veículos, troca de calçados, controle de roedores e proteção dos reservatórios de água e de ração."
O Rio Grande do Sul possui aproximadamente 250 granjas de postura comercial registradas e os estabelecimentos recebem fiscalização contínua do Serviço Veterinário Oficial do RS. Agora, com a nova força-tarefa, a intenção é realizar uma aproximação com os produtores para alertar sobre os riscos e ameaças da introdução de doenças no plantel.